
'07: time
De tempos em tempos tenho a necessidade de escrever, de simplesmente botar para fora. É a forma que encontro de organizar meus pensamentos, de voltar para os trilhos.
Não sou supersticioso: não passo o ano novo de branco, não como romã, não pulo sete ondas. Mas acredito na força de vontade das pessoas em mudar o rumo das coisas, de criar, de construir, de viver.
Talvez por ser uma época onde este pensamento esteja mais à tona, tive a vontade compartilhar três pontos que vivenciei e aprendi ao longo deste ano que levarei para o resto da minha vida, que certamente serão úteis para alcançar alguns sonhos.
A few moments to learn, a lifetime to master
Por diversas vezes ao longo de ’06 tive que tomar decisões importantes, que teriam impacto direto no meu ‘plano de vôo’. Em alguns desses momentos segui o meu coração, em outros a razão e em outros até me influenciei por opiniões alheias. Aprendi que tenho um longo caminho a percorrer, mas que estou no caminho certo e que ninguém pode saber melhor do que eu o que é melhor para mim mesmo (o jogo de interesses sempre existe) e que basta um pouco de calma, paciência e experiência para achar o caminho das pedras.
If you want to catch a tiger, you have to go into a tiger's cave
As minhas escolhas nem sempre foram as mais óbvias e nem sempre foram as mais fáceis de tomar. Poderia percorrer outros caminhos de forma muito mais tranqüila, mas não era o que eu queria. Apesar de uma natural resistência do ser humano às mudanças, aprendi que elas são mais importantes do que imaginamos e que conseguiremos enfrentá-las de forma mais calma se entendermos que “segurança” e “estabilidade” são mais estados de espírito do que uma coisa real na qual podemos nos sustentar cegamente. Claro que o risco deve ser calculado, sem medo e sem pré-concepções – prefiro falhar tentando a não tentar.
Four is five and five is eight and six is twelve
Mas se tem uma coisa que eu realmente aprendi é que temos que agradecer por cruzar o caminho de algumas pessoas. Tive a benção de poder contar com algumas pessoas que hoje não ‘classifico’ como ‘amigos’, mas como irmãos. São pessoas que me fizeram ser mais do que era, crescendo, somando, multiplicando. Eles são meus verdadeiros pilares.
Agora, no final do texto, sinto-me aliviado. Não só por ter finalmente dedicado o tempo necessário para escrever novamente, mas por poder a certeza que ’06 foi um ano necessário para plantar e que ’07 será o ano de colher.